28/05/2015

Um conto de [puro?] amor.

A tarde é uma bela e jovem moça que passa seu tempo escrevendo e cantando. Vê as horas como um jogo; se o ponteiro grande alcançar o pequeno antes do ponteiro que marca os segundos, a hora adiantaria quanto tempo? Chega a ser uma matemática. Que louco! Pode até ser, mas ajuda a pensar.
Pensar que se pode voar, pensar que a vida seria apenas uma aventura se o mundo não pensasse tanto em capital. Seria mais fácil se não tivéssemos que conhecer uma pessoa legal, namorar, casar e construir uma família. Tudo para que o capital creça sempre mais!
Eu preciso mesmo de um amor? Tenho mesmo que andar nos caminhos da sociedade? O futuro é como um jovem rapaz que passa seu tempo jogando e andando de skate.
E se um dia a Tarde casasse com o Futuro e eles se tornassem o casal mais lindo da terra? Um casal que só se importa com o que o outro sente, que passa as tardes pensando no futuro, cantando e jogando. Seria uma linda história de amor. Uma história de puro amor? Amar é coisa para o Tempo e tempo é coisa pra quem ama.

01/05/2015

[Sem saber] escrevi.

É como ser e não ser. Sentir e não sentir. Habituar-se e não habituar-se. Amar e não ser amado. É sempre o meio termo. Ou o termo anterior ao primeiro, ou o posterior ao segundo. É algo que ninguém vai conseguir explicar ou sentir totalmente, mesmo sabendo que muitos sentem, não é possível! Nunca saberemos estudar, nunca saberemos nos comunicar com tais pessoas e nem nunca poderemos ser iguais a elas. São pessoas que vivem em outro mundo. E nunca saberemos chamar, nomear.
Só o que saberemos é diferenciar, o que é e o que não é. Mas nem isso saberemos. Já que o mundo hoje anda para a frente, vê o céu como o "em cima", se relaciona com pessoas de sexo diferente, acredita em um Deus e em uma salvação. É essa a verdadeira diferença do Humano? Sentar na cadeira e escrever na mesa? Por que não andar para o outro lado? Ou ver o céu como o espaço ao redor? Ou se relacionar com o mesmo sexo? Ou acreditar em várias outras coisas e não em uma salvação? Só o que saberei é que você decide o que quer, mas o que saberemos é que os mais poderosos decidirão por nós. Cabe a nós que deixar que decidam.
Isso não é exatamente ir contra às regras ou viver em um mundo "louco". Louco. Loucos.
É isso que devemos prestigiar: a loucura. São pessoas que vivem em seu mundo, são pessoas que pensam o que querem e agem do modo que querem simplesmente porque são loucas. Mas ser louco está ficando normal entre os mesmos. Então... procuremos ser diferentes! Que pensemos diferente a cada "não" ou "sim". Que ajamos diferente a cada decisão que tomem por nós. Que a diferença vire loucura, a loucura normalidade e a normalidade diferença. E que assim vivamos nesse ciclo que nunca mudará. Nem por loucura, diferença ou normalidade. Mudará por amor.
Texto inspirado no livro Veronika Decide Morrer de Paulo Coelho.